Shows de Jorge e Mateus são cancelados em Recife e Fortaleza

As prefeituras de Recife e Fortaleza cancelaram os shows de Jorge e Mateus previstos para o Réveillon, após ameaças de boicote à dupla. Segundo comunicados das administrações municipais, os eventos foram retirados da programação em 3 de novembro de 2026.

A reação ocorreu após a circulação de um vídeo gravado em outubro, no qual o cantor Jorge declarou apoio ao então candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A fala provocou manifestações de integrantes da classe artística e de militantes.

Em Fortaleza, a prefeitura rescindiu primeiro o contrato, enquanto o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), inicialmente defendeu a manutenção da apresentação e depois anunciou o cancelamento. As duas decisões foram comunicadas na mesma data.

shows de Jorge e Mateus

O caso também gerou críticas de ACM Neto (União Brasil), que classificou os cancelamentos como censura e perseguição política. Jorge negou declarações atribuídas a ele sobre eleitores nordestinos, e as prefeituras informaram que os cachês seriam pagos por patrocinadores.

Cancelamentos dos shows e decisões das prefeituras

Em Fortaleza, a prefeitura justificou a rescisão do contrato como uma medida para “blindar a festa de desgastes políticos”. Segundo o comunicado municipal, o distrato foi feito de forma amigável e em comum acordo com a dupla.



No Recife, o prefeito Victor Marques (PCdoB) havia defendido inicialmente a manutenção da apresentação, alegando que os “palanques eleitorais já haviam sido desmontados” e defendendo a convivência democrática. Com o avanço das manifestações contrárias, ele anunciou que não havia mais clima para manter a atração na programação.

Marques afirmou que o Réveillon deveria ser uma celebração de união, esperança, alegria, respeito e harmonia. Os shows de Jorge e Mateus estavam previstos para as festas de virada das duas capitais, mas as administrações retiraram as apresentações da programação.

Reações ao vídeo, críticas e posicionamento de Jorge

Em um ato em Nerópolis (GO), em outubro, Jorge disse: “Pode chorar, mas eu não voto no PT”, ao manifestar apoio a Flávio Bolsonaro. A frase faz uma paródia de um trecho de Pode Chorar, música de autoria do compositor potiguar Dorgival Dantas e um dos maiores sucessos da dupla.

Além das reações ao posicionamento político, o cantor foi acusado de dizer que eleitores do Nordeste “votam mal”. Em comunicado, Jorge negou ter feito ataques aos nordestinos, afirmou que as falas atribuídas a ele não eram verdadeiras e declarou ter gratidão pelo carinho recebido dos fãs nos shows pela região.

Na mesma manifestação, Jorge defendeu o respeito a opiniões diferentes e disse que diálogo, empatia e respeito deveriam prevalecer. Já o ex-prefeito de Salvador ACM Neto criticou as decisões das capitais como censura, perseguição política e intolerância; nas redes sociais, comparou o caso a um eventual cancelamento de apresentações de Daniela Mercury e BaianaSystem no Réveillon de Salvador.



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