O que é o Colégio de Presidentes?
O Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) é um órgão que reúne os presidentes das diversas seccionais da OAB em todo o Brasil. Este colegiado tem como principal finalidade debater e deliberar sobre temas essenciais que dizem respeito à advocacia, além de ser um espaço para a formulação de políticas e normas que viabilizem a atuação da advocacia em diversas esferas.
Importância da reunião em Recife
A reunião realizada em Recife, no dia 12 de junho de 2026, destaca-se por ser um momento crucial para os dirigentes da advocacia, onde são discutidos assuntos relevantes que impactam diretamente a profissão. O encontro permite uma ampla troca de ideias e experiências entre os presidentes, além de ser fundamental para a construção de um posicionamento unificado em relação a questões que afetam a classe. As decisões tomadas durante esses encontros podem influenciar políticas públicas e a regulação da profissão em âmbito nacional.
Atualizações nas regras do Quinto Constitucional
Durante a reunião, uma das pautas centrais foi a discussão sobre a atualização das regras referentes ao Quinto Constitucional. Esse mecanismo permite que a advocacia participe da nomeação de juízes em tribunais, assegurando uma representação advogada nos órgãos do Judiciário. Os membros do Colégio se mostraram favoráveis a uma revisão do Provimento nº 102/2004, de forma a garantir uma maior equidade no processo de escolha, incluindo a proposta de mecanismos para assegurar a alternância de gênero na formação das listas sêxtuplas.

Uso de tecnologias na advocacia
A discussão sobre a utilização de plataformas tecnológicas também foi um dos focos principais da reunião. Os presidentes expressaram a necessidade de um acompanhamento jurídico regulatório das novas tecnologias aplicadas à advocacia. O objetivo é preservar as prerrogativas dos advogados e assegurar que a prática da profissão não seja comprometida pela mercantilização ou pela captação indevida de clientela por meio de modelos de negócios baseados em tecnologia. Essa abordagem é vital para que a advocacia se adapte às novas realidades do mercado, mantendo sua ética e integridade.
Integração da inteligência artificial na advocacia
A implementação de inteligência artificial na advocacia foi outro tema debatido no encontro. O Colégio de Presidentes referendou um plano nacional para integrar essas novas ferramentas no cotidiano da advocacia, reconhecendo que a capacitação dos profissionais é fundamental para a adoção dessas tecnologias. Além disso, a governança ética e a garantia das prerrogativas da advocacia foram enfatizadas, destacando a importância do acesso igualitário a essas inovações para todos os advogados.
Preocupações sobre a mercantilização da profissão
Os presidentes demonstraram uma preocupação significativa com a mercantilização da advocacia, passando a discutir modelos de negócios que possam infringir a ética profissional. A preocupação abrange aspectos como a publicidade irregular e práticas que possam caracterizar exercício ilegal da profissão. O entendimento é que a preservação dos valores éticos e da dignidade da advocacia deve prevalecer sobre interesses comerciais que possam minimizar a importância do trabalho jurídico.
A importância da participação feminina na advocacia
A valorização da presença feminina nos espaços de decisão também foi ressaltada nas discussões. A proposta de alternância de gênero na composição das listas para o Quinto Constitucional visa ampliar a participação de mulheres no meio jurídico, um passo importante para promover a equidade de gênero dentro da profissão. Assegurar que as mulheres tenham voz e espaço na advocacia é fundamental para uma representação mais justa e democrática na OAB e nos tribunais.
Interpretação das normas de inscrição suplementar
Outro ponto abordado foi a necessidade de uma interpretação uniforme sobre o conceito de habitualidade estabelecido na Lei nº 8.906/94, especialmente em relação à inscrição suplementar dos advogados. O Colégio de Presidentes propôs que a apresentação de procuração em autos judiciais em diferentes unidades federativas não deva ser considerada, por si só, como ao exercício da profissão em local diverso de onde o advogado está inscrito originalmente. Essa interpretação busca facilitar a atuação do advogado em diferentes jurisdições, promovendo a mobilidade e a atuação profissional.
Apoio ao fortalecimento da advocacia brasileira
As decisões e propostas deliberadas durante a reunião têm como objetivo último fortalecer a advocacia brasileira. A ideia é que essas medidas não apenas aprimorem a atuação dos advogados, mas também assegurem um ambiente mais justo e democrático para a prática da advocacia, onde profissionais possam atuar com integridade e em conformidade com as normas éticas da profissão.
Próximos passos após a carta
Após a finalização da reunião e a divulgação da carta, as decisões e recomendações emanadas do Colégio de Presidentes serão encaminhadas ao Conselho Federal da OAB. Esse passo é essencial para que as propostas sejam consideradas em futuras discussões e implementações no âmbito jurídico nacional. A participação ativa dos presidentes das seccionais na formulação dessas políticas é vital para que a advocacia continue a evoluir e a se adaptar às novas demandas da sociedade e do mercado de trabalho.


