A demolição de um conjunto residencial desativado no Recife foi embargada em 27 de outubro de 2026, após denúncias sobre a presença de gatos e a possibilidade de haver animais silvestres no local.
O Fórum Estadual de Bem-Estar e Defesa Animal de Pernambuco (Febema) afirmou que mais de 100 gatos, além de timbus, corriam risco nos blocos condenados do Conjunto Boa Viagem.
O conjunto fica no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife. Os edifícios são prédios-caixão apontados como de alto risco de desabamento.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) abriu um procedimento para acompanhar o bem-estar e a destinação dos animais. A apuração envolve vistorias de órgãos municipais e estaduais e um plano de retirada segura a ser apresentado pela construtora.
Denúncia aponta risco para gatos e timbus no Conjunto Boa Viagem
O Fórum Estadual de Bem-Estar e Defesa Animal de Pernambuco (Febema) publicou nas redes sociais um vídeo que mostra uma máquina trabalhando na demolição do conjunto. As imagens foram divulgadas junto à denúncia feita pelo grupo.
O Febema informou que levou o caso à prefeitura, ao governo estadual e ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). As reclamações pediam providências diante da presença de animais na área das obras.
Em 26 de outubro, o fórum voltou a se manifestar nas redes sociais e mostrou a atuação das máquinas no local. A publicação ocorreu um dia antes de a demolição ser embargada, em 27 de outubro.
Órgãos apuram o caso e demolição fica suspensa parcialmente
A Secretaria Executiva dos Direitos dos Animais (SEDA) do Recife realizou fiscalizações no Conjunto Residencial Boa Viagem em 21 e 26 de outubro, após receber denúncias sobre riscos aos animais durante as obras. Segundo a prefeitura, o relatório das vistorias foi encaminhado ao MPPE em 27 de outubro para contribuir com a apuração.
Além de receber o relatório municipal, a 12ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania, com atuação na área de Meio Ambiente, pediu vistorias à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e ao Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) da Polícia Militar. A Promotoria instaurou um procedimento para acompanhar o bem-estar dos animais.
A CPRH informou ao MPPE que a obra havia sido embargada e que a construtora deverá apresentar um plano para retirar os animais com segurança. A agência ambiental também ficará envolvida no acompanhamento da proposta, enquanto o Ministério Público acompanhará a retirada e a destinação dos animais.
O secretário estadual de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha, Daniel Coelho, comunicou que a paralisação seria parcial e que a demolição dos prédios onde há animais ficaria suspensa até 3 de novembro. Para essa data, foi prevista uma reunião na sede da CPRH, na qual a empresa responsável deverá apresentar o plano de retirada segura.


